População e demografia

Fonte oficial: http://www.seade.gov.br

Há uma magnífica série baseada em livros de Darcy Ribeiro que retrata e explica em dez capítulos a origem e o paradeiro do povo brasileiro. Eis aqui o primeiro capítulo, estão todos disponíveis no Youtube.





fonte: wikipedia

A Demografia é uma área da ciência geográfica que estuda a dinâmica populacional humana.[1] O seu objeto de estudo engloba as dimensões, estatísticas, estrutura e distribuição das diversas populações humanas. Estas não são estáticas, variando devido à natalidade, mortalidade, migrações e envelhecimento. A análise demográfica centra-se também nas características de toda uma sociedade ou um grupo específico, definido por critérios como a Educação, a nacionalidade, religião e pertença étnica.

No século XIX, mais precisamente no ano de 1855, Achille Guillard em seu livro Eléments de Statistique Humaine ou Démographie Comparée (Elementos de Estatística Humana ou Demografia Comparada), usou pela primeira vez o termo demografia.

A demografia estendeu-se além do campo da antropologia. Principalmente na segunda metade do século XX, muitos estudos voltaram-se ao estudo da demografia de animais e de plantas.
Políticas demográficas no mundo

Significado: Demo- povo; Grafia- estudo, ou seja, Demografia é o estudo do povo/população. A demografia é um estudo que engloba desde estudos individuais e dependentes até projetos do governo em relação à população, como o IDH. Ao definir sua política (governo) tem duas opções: estimular ou dificultar novos nascimentos. Medidas como complementação salarial para auxílio aos pais que têm mais filhos ou aumento de impostos para os jovens de uma certa idade que ainda não tenham filhos, podem ser chamadas natalistas, pois estimulam o aumento da taxa de natalidade. Por outro lado, quando o governo sobretaxa o imposto para pais que têm mais filhos ou desenvolve políticas diretas de controle da natalidade como liberação do aborto ou distribuição de anticoncepcionais, está optando por uma política antinatalista.

No caso do governo brasileiro, as políticas demográficas sempre foram bastante ambíguas. Oficialmente nenhum governo adotou uma política antinatalista, o que pode ser explicado pela intensa influência dos valores católicos e pela idéia, que por muito tempo dominou o governo e a opinião pública, de que era necessário ocupar o vazio demográfico do interior do país. No entanto, a postura natalista, na prática, nunca foi eficiente no Brasil. O que na realidade vem ocorrendo é que a própria realidade social brasileira vem funcionando como um excelente método antinatalista. Ao encontrarem grande dificuldade na criação dos filhos devido à falta de creches e escolas públicas de qualidade; ao se depararem com o alto índice de desemprego e os salários baixos; ao se sentirem encurralados pelos altos gastos com habitação, transporte, segurança e alimentação nas grandes cidades; os brasileiros se encarregam de diminuir drasticamente sua quantidade de filhos.

Para se ter uma idéia, a velocidade com que ocorreu a diminuição das taxas de natalidade no Brasil só é comparável a de países que adotaram rígidos programas de controle demográfico, como a China, por exemplo. O problema fica por conta da falta de educação quanto ao método anticoncepcional a ser adotado e sobretudo pela falta de educação sexual.

Outros fatores se referem aos métodos naturais contraceptivos como por exemplo a lavagem vaginal após o coito, coisa que é pouco conhecida, pouco divulgada e ou realizada após as relações sexuais na maioria dos mais necessitados. Falta de informações sobre períodos mais férteis das mulheres também é coisa só para as pessoas das classes média ou classe alta. As classes sociais mais desprivilegiadas são as que mais se reproduzem e as que mais se utilizam dos recursos públicos para a fazer os partos, alimentar as crianças lactentes, alimentar as crianças em idade escolar (merendas escolares), consumo de remédios e consultas médicas gratuitas, creches populares dos estados e prefeituras, enfim o descontrole da natalidade ocorre praticamente apenas nas classes mais baixas e pobres da população e não existe uma política de esclarecimento devido à forte interferência dos conceitos religiosos muito presentes em tudo o que se refere ao controle da natalidade humana.

A população está em explosão demográfica desde a revolução industrial que começou na Inglaterra no século XIX, na primeira metade desse mesmo século. Apresenta-se de seguida a evolução da população mundial:[3]

    1 a 2 bilhões de pessoas entre 1804 a 1927 - 123 anos se passaram.
    2 a 3 bilhões de pessoas entre 1927 a 1960 - 33 anos se passaram.
    3 a 4 bilhões de pessoas entre 1960 a 1975 - 15 anos se passaram.
    4 a 5 bilhões de pessoas entre 1975 a 1987 - 12 anos se passaram.
    5 a 6 bilhões de pessoas entre 1987 a 1999 - 12 anos se passaram.
    6 a 7 bilhões de pessoas entre 1999 a 2011 - 12 anos se passaram.

A análise da progressão da população humana indica que esta está crescendo cada vez mais lentamente (atualmente 1.15% ao ano) e prevê-se que estabilize nos 10 bilhões por volta do ano 2200.

A população mundial é de cerca de 7063 milhões de pessoas.[3]
Metodologia

Estimativa da População - Metodologia utilizada no Popclock
População Brasileira

Nota metodológica: As projeções populacionais mensais, com data de referência nos dias primeiro de cada mês, foram obtidas, inicialmente, mediante um ajuste geométrico aos valores projetados pelo método das componentes demográficas que cobrem o período 1989-2012. A função ajustante, tem a seguinte expressão analítica:

POP (t) = A \times t B

onde:

t = data de referência ⇒ 01/07/t,

POP (t) = População projetada para a data t,

A e B são parâmetros a determinar,

Mediante o método de estimação de mínimos quadrados os parâmetros resultaram em: A = 190.250 e B = 1,4756, com R² = 0,9999

De posse da função determinada foi possível interpolar mensalmente as populações projetadas entre os respectivos anos.

As taxas médias de crescimento populacional mensal foram reduzidas à escala de minutos utilizando-se a expressão D*H*M como variável de tempo, onde D= número de dias no mês, H= número de horas por dia e M= número de minutos por hora. Essas taxas foram, então, empregadas na obtenção das estimativas populacionais a cada minuto.

Taxa de Fecundidade:É a média de quantos filhos em média uma mulher tem no seu périodo fértil.No Brasil a taxa de fecundidade é de 1,8 filhos por mulher.

Taxa de Natalidade:É a quantidade de crianças que nascem.

Taxa de Mortalidade:É a quantidade de pessoas que morrem.As mulheres em média vivem mais que os homens pois eles: fumam mais, bebem mais, etc.Com o passar dos tempos.

A população mundial estimada em 2010 é de mais de 6 bilhões de pessoas.
População mundial

As estimativas da população mundial apresentadas estão baseadas na tabela nº 1 ( "Total Midyear Population for the World; 1950-2050" ) da Base de Dados Internacional do U.S. Census Bureau. U.S. Esta tabela mostra as estimativas da população mundial de 1950 a 2050. Para cada ano são apresentadas estimativas para 1º de Julho às 00:00 GMT. Para as estimativas da população mundial apresentadas no PopClock do IBGE foram feitas interpolações entre as estimativas de cada um desses anos minuto a minuto.

A Base de dados do U.S. Census Bureau (IDB - International Data Base) está baseada nas análises disponíveis de dados censitários e pesquisas sobre fertilidade, mortalidade e migração. A análise é realizada isoladamente para cada um dos 227 países ou áreas do mundo com população de 5000 habitantes ou mais. Diversas tabelas estatísticas de dados demográficos e sócio-econômicos estão disponíveis nesta base de dados.

Teoria Malthusiana

A Teoria Populacional Malthusiana foi desenvolvida por Thomas Malthus, economista, estatístico, demógrafo e estudioso das Ciências Sociais.

Malthus observou que o crescimento populacional, entre 1650 e 1850, dobrou decorrente do aumento da produção de alimentos, das melhorias das condições de vida nas cidades, do aperfeiçoamento, do combate as doenças, das melhorias no saneamento básico, e os benefícios obtidos com a Revolução Industrial, fizeram com que a taxa de mortalidade declinasse, ampliando assim o crescimento natural.

Preocupado com o crescimento populacional acelerado, Malthus publica em 1798 uma série de ideias alertando a importância do controle da natalidade, afirmando que o bem estar populacional estaria intimamente relacionado com crescimento demográfico do planeta. Malthus alertava que o crescimento desordenado acarretaria na falta de recursos alimentícios para a população gerando como consequência a fome.

Crescimento populacional humano em bilhões de habitantes

    1 a 2 bilhões de pessoas entre 1850 a 1925 - 75 anos
    2 a 3 bilhões de pessoas entre 1925 a 1962 - 37 anos
    3 a 4 bilhões de pessoas entre 1962 a 1975 - 13 anos
    4 a 5 bilhões de pessoas entre 1975 a 1985 - 10 anos
    5 a 6 bilhões de pessoas entre 1985 a 1994 - 9 anos
    6 a 7 bilhões de pessoas entre 1994 a 2011 - 17 anos.

Com base nesses dados, Malthus concluiu que inevitavelmente a fome seria uma realidade caso não houvesse um controle imediato da natalidade.

A definição de praga biológica é quando uma população fica com alta taxa de natalidade e baixa taxa de mortalidade e o número de indivíduos cresce em progressão geométrica de forma anormal no ambiente.Profecias malthusianas previam fome no mundo em virtude de crescimento geometrico da população agricola cresciam arimeticamente haveria um estranho gulanho gulamento nas curvas exendentetes e a humanidade passaria fome noa se concretizaria tais vaticinios.

A superpopulação fica então sem controle até que surjam predadores que façam esse controle externo ou se os predadores e parasitas (doenças) não aparecerem, o descontrole continua até que acabe o alimento disponível no ambiente, gerando competição intraespecífica e controle populacional por fome.

No caso da população humana esse controle vem sendo feito com guerras, doenças e miséria. Nossa população está em explosão demográfica desde a revolução industrial, que começou na Inglaterra no século XVII por volta de 1650.

A solução defendida por Malthus seria:

    A sujeição moral de retardar o casamento
    A prática da castidade antes do casamento
    Ter somente o número de filhos que se pudesse sustentar

Teoria Populacional Neomalthusiana é a atualização da Teoria Populacional Malthusiana, criada pelo demógrafo Thomas Malthus.

Para os neomalthusianos, a superpopulação dos países era a causa da pobreza desses países.

Com a nova aceleração populacional, voltaram a surgir estudos baseados nas ideias de Malthus, dando origem a um conjunto de formulações e propostas denominadas Neomalthusianas.

Novamente os teóricos explicavam o subdesenvolvimento e a pobreza pelo crescimento populacional, que estaria provocando a elevação dos gastos governamentais com os serviços de educação e saúde. Isso comprometeria a realização de investimentos nos setores produtivos e dificultaria o desenvolvimento econômico.

Para os neomalthusianos, uma população numerosa seria um obstáculo ao desenvolvimento e levaria ao esgotamento dos recursos naturais, ao desemprego e à pobreza.

Afirmam também que é possível melhorar a produtividade da terra com uso de novas tecnologias, e que é possível reduzir o ritmo de crescimento da população através do planejamento familiar.

Definição dos Indicadores Demográficos
Fonte: http://www.seade.gov.br



Taxa de Natalidade

Definição: Quociente entre os nascidos vivos ocorridos em uma determinada unidade geográfica e período de tempo, e a população estimada na metade do período, segundo a fórmula:

Taxa de Natalidade = ( Nascidos Vivos / População média do período ) x 1.000

Obs.: Esta taxa é, em geral, multiplicada por 1.000 para facilitar a leitura e permitir comparação internacional.

Taxa de Natimortalidade

Definição: Quociente entre os nascidos mortos ocorridos em uma determinada unidade geográfica e período de tempo, e os nascidos vivos mais os nascidos mortos nos mesmos período e localidade, segundo a fórmula:

Nascidos Mortos

Taxa de Natimortalidade =( Nascidos Mortos / Nascidos Vivos + Nascidos Mortos ) x 1.000

Nota: A maior variabilidade nas taxas, em alguns municípios, pode decorrer do número reduzido de nascidos vivos e nascidos mortos, ocorridos em cada ano considerado.

Obs.: Esta taxa é, em geral, multiplicada por 1.000 para facilitar a leitura e permitir comparação internacional.

Taxa de Mortalidade Geral

Definição: Quociente entre os óbitos gerais ocorridos em uma determinada unidade geográfica e período de tempo, e a população estimada na metade do período, segundo a fórmula:

Taxa de Mortalidade Geral = ( Óbitos Gerais / População média do período ) x 1.000

Obs.: Esta taxa é, em geral, multiplicada por 1.000 para facilitar a leitura e permitir comparação internacional.

Taxa de Mortalidade Infantil

Definição: Quociente entre os óbitos de menores de um ano ocorridos em uma determinada unidade geográfica e período de tempo, e os nascidos vivos da mesma unidade nesse período, segundo a fórmula:

Taxa de Mortalidade Infantil = ( Óbitos de Menores de 1 ano / Nascidos Vivos ) x 1.000

Nota: A maior variabilidade nas taxas, em alguns municípios, pode decorrer do número reduzido de nascidos vivos e óbitos de menores de um ano, ocorridos em cada período considerado.

Obs.: Esta taxa é, em geral, multiplicada por 1.000 para facilitar a leitura e permitir comparação internacional.

Taxa de Nupcialidade

Definição: Quociente entre os casamentos registrados em uma determinada unidade geográfica e período de tempo, e a população total estimada para o meio do período, segundo a fórmula:

Taxa de Nupcialidade = ( Casamentos / População média do período ) x 1.000

Obs.: Esta taxa é, em geral, multiplicada por 1.000 para facilitar a leitura e permitir comparação internacional.


e lembre-se:

Crescimento Vegetativo= Taxa de Natalidade - Taxa de Mortalidade.

Pirâmides demográficas: fonte wikipedia

 Fonte: 

Distribuição dos dados em uma pirâmide etária.

Pirâmide etária também conhecida como pirâmide demográfica ou pirâmide populacional é uma ilustração gráfica que mostra a distribuição de diferentes grupos etários em uma população (tipicamente de um país ou região do mundo), em que normalmente cria-se a forma de uma pirâmide. Esse gráfico é constituído de dois conjuntos de barras que representam o sexo e a idade de um determinado grupo populacional. É baseado numa estrutura etária da população, ou seja, a repartição da população por idades.

Nesse tipo de gráfico, cada uma das metades representa um sexo; a base representa o grupo jovem (até 19 anos); a área intermediária ou corpo representa o grupo adulto (entre 20 e 59 anos); e o topo ou ápice representa a população idosa (acima de 60 anos).

As pirâmides etárias são usadas, não só para monitorar a estrutura de sexo e idade, mas como um complemento aos estudos da qualidade de vida, já que podemos visualizar a média do tempo de vida, a taxa de mortalidade e a regularidade, ou não, da população ao longo do tempo. Quanto mais alta a pirâmide, maior a expectativa de vida e, consequentemente, melhor as condições de vida daquela população. É possível perceber que quanto mais desenvolvido econômicamente e socialmente é o país, mais sua pirâmide terá uma forma retangular.

Pirâmides etárias de acordo com os 4 estágios de transição demográfica.

Uma guerra, por exemplo, provoca distúrbios visíveis numa pirâmide etária: uma queda no número de jovens e adultos do sexo masculino é o mais comum deles. Normalmente, após uma crise como essa, é notável uma reposição populacional estimulada pelo governo, chamada de baby boom.

A galeria a seguir mostram os 4 estágios de transição demográfica, exemplificados através de dados de 4 países através de suas respectivas pirâmides etárias, além de 3 países com desequilíbrio em suas pirâmides:





 



 



 







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