Sugestões de filmes para os seminários.


Você não é obrigado a usar estes filmes, mas é fortemente recomendado. É bom escolher filmes que representam bem a cultura e a maneira de viver dos povos e nações estudados.

Para baixar o vídeo do youtube, se necessário, use o programa gratuito, cujo link econtra-se na página de programas

1º ANO - Seminários sobre nações do mundo que não possuem países:

Pigmeus

Os dez primeiros minutos são uma excelente visão dos pigmeus e seu mundo  Water Druming, batuque sobre água Língua do clique. Incrível maneira de falar
Esquimós
Canto de garganta dos Inuit
Filme sobre um esquimó da sibéria aqui
Como construir um Iglu Animais do ártico
Aborígenes
Arte e música aborígene Dança imitando animais Base jump aborígene
Curdos
Documentário sobre os Curdos Cultura, crianças curdas Música curda
Índios Brasileiros
1º contato com uma tribo na Nova Guiné 1º contato com uma tribo amazônica Ritual de passagem entre as índias
Documentário sobre os índios:
clique aqui
Ciganos
Django Reinhart - música cigana Dança típica cigana Garoto prodígio - busque também Birelli Lagrene
Links para os trabalhos:

Pigmeus:
este site esta em Espanhol, creio que da pra entender no entanto: http://www.ikuska.com/Africa/Etnologia/Pueblos/index.htm

e este link fala da historia geral antiga da África
http://www.ikuska.com/Africa/histofram.htm

neste um artigo sobre zimbabwe
http://www.ikuska.com/Africa/histofram.htm

"A vida dos pigmeus de Camarões sempre foi como a da maioria dos povos da floresta. Enquanto uns caçam, outros pescam. Enquanto alguns buscam comida na mata, outros fazem artesanato. Enquanto uns constroem as cabanas, outros zelam pelos rituais religiosos. Como as florestas em questão são as da África Central, nunca faltaram matéria-prima e encantos para o bom andamento da carruagem. Pelo menos até alguns anos atrás, com a chegada de madeireiras estrangeiras na região. A derrubada da floresta está transformando a vida dos bakas, como os pigmeus de Camarões são conhecidos. Com estilo de vida seminômade, os pequenos africanos tiveram sua mobilidade reduzida sensivelmente. Previsões mais duras apontam que no ritmo atual de desmatamento, em menos de duas décadas a cobertura verde pode desaparecer. Para deixar os pigmeus ainda mais ameaçados, o governo camaronês passou a cercear a caça de subsistência - não com o objetivo de proteger os animais da extinção, mas para garantir o bom suprimento dos safáris turísticos de caça. Outra ameaça à posteridade dos pigmeus camaroneses são as doenças - em especial, a Aids -, contra as quais a medicina tradicional local pouco pode fazer. Também conhecidos como babayaka, babayaga, bibaya e babinga, os bakas são apenas uma entre as muitas tribos de pigmeus espalhadas pela África Central. São apenas alguns milhares de indivíduos - as estimativas, bastante imprecisas, variam de 5 mil a 25 mil. Nenhum deles cresce além de 1,50 metro e todos rejeitam o termo pigmeu, considerado pejorativo. Algo que sempre me vem a mente é saber que em nosso mundo existem tantos tipos de pessoas, brancos, negros, orientais etc... porém existe um povo que já esta bem esquecido mas que ainda existe em algumas partes do mundo! São eles os Pigmeus! Conheço uma moça chamada Vanilda que é missionária lá na África! ela tem a missão de evangelizar e levar esperança pra esse povo Pigmeu! Realmente é um trabalho que muitos de nós talvez não tivéssemos coragem de fazer. Ela porem faz isso de todo coração sem querer nada em troca! Quando você ver o trabalho dela bem de perto, acho que irá rever todos os seus conceitos de humanidade. Vamos acordar e olhar para o lado e ver os gritos de socorro do nosso próximo! Eles estão clamando por ajuda! e nós estamos indiferentes olhando apenas para nosso próprio umbigo. Conheça mais sobre o povo Pigmeu. ETNOLOGIA E HISTÓRIA Um povo em extinção vivendo no coração da África. É o que se está consumindo, há décadas, contra os pigmeus, um dos povos mais antigos da África. Pigmeus é uma expressão genérica, usada pela sociedade externa para identificar os pequenos homens que habitam a Floresta Equatorial Africana. Formam um grupo culturalmente definido, porém, a falta de informações mais precisas tem levado muitos a atribuir o título 'pigmeu' a vários outros grupos que sofrem de um distúrbio genético que os impedem de crescer. A palavra 'pigmeu' é de origem grega e significa 'três côvados', ou seja, 1,35m, referindo-se à altura dos mesmos. A confusão de informações se dá, principalmente, por causa das generalizações. Muitos estudam ou têm contado com um destes grupos e divulgam informações se referindo aos Pigmeus de forma geral. A partir da criação, em 1925, do Parque Nacional Virunga (na atual Repúplica democrática do Congo), teve início o processo de afastamento dos pigmeus de suas terras natais e de seus meios de subsistência (caça e coleta de de frutas). Esse processo prosseguiu por décadas. Em 1970, os pigmeus foram expulsos do Parque Nacional de Kahuzi-Biega (R.D.Congo), e em seguida, de Bwindi e Magahinga (Uganda). O pigmeus expulsos de seus territórios tornaram-se completamente dependentes de outras populações e são obrigados a mendigar para sobreviver. Muitos deles, tornaram-se vítimas de álcool, e outros se suicidam. Os pigmeus são considerados seres inferiores a outras populações, e são continuamente marginalizados da vida social. Vivem em condições primitivas, em cabanas de bambu cobertas por folhas de banana, sem cuidados médicos nem educação, tentando sobreviver fabricando cestos, vasos vendidos a preços irrisórios, R$ 1,00 ou menos. Seu território é isolado do resto do país, e não são capazes de cultivar a terra. Não possuem carteira de identidade(RG), e por isso não tem direito à assistência médica. Não existem funcionários estatais, nem um escritório do governo encarregado de se ocupar de sua sorte. (Somente para interesses de exploração para turismo).Os pigmeus também foram vítimas de violência em Ruanda, 1994. Estima-se de que 30% da população pigméia foram mortas. ++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++ Arte africana: Os Ife, cuja cultura floresceu entre os anos 1 000 e 1 500 da Era Cristã, na região da Nigéria, eram conhecidos pelo seu estilo de esculturas em bronze mais naturalistas (principalmente nas representações da cabeça, uma vez que o restante do corpo não possuía aproximação com as proporções reais). Existe uma variação bastante grande dos tipos de trabalhos encontrados nesse povo, sobretudo pela enorme quantidade de artistas que os realizavam. Entre os séculos XII e XIV, pode ser notada, entretanto, uma diretriz comum fornecida pela religião e uma maior homogeneização das obras. O povo Benin - também na Nigéria e também influenciado pela cultura Ife - do século XIV ao XIX manteve boa produção de esculturas em bronze, que foram caminhando ao longo do tempo, de um certo naturalismo para uma estilização cada vez maior. São especialmente famosas suas representações complexas e cheias de vida de seus reis e líderes, como a cabeça de uma princesa que pode ser observada no Museu de Londres. Pinturas de animais também foram freqüentes na arte africana, representando inclusive animais já extintos, como é freqüente nos desenhos em pedra do Saara . Representações de leões , elefantes , antílopes e humanos armados para caçá-los foram encontradas por europeus do século XVIII e XIX. As figuras de animais encontradas no Saara costumam estar divididas em 4 fases. Bubalus Antiquus é a primeira delas, em que são representados animais selvagens (como o extinto búfalo) normalmente em larga escala e com preocupações naturalísticas como a riqueza de detalhes. Reflete um estilo de vida caçador e é seguido pelo Período Pastoralista, que apresenta menor preocupação com o naturalismo e com os detalhes. Esse segundo período é caracterizado por representações em menor escala e figuras humanas armados com ossos (no período anterior, quando os homens apareciam, costumavam estar armados com objetos como pedaços de pau). O Período do Cavalo é o próximo, em que os animais domésticos vão ganhando espaço, a estilização aumenta, o tamanho das representações diminui e as armas se incrementam. Cavalos, primeiramente puxados por carroças e posteriormente guiados diretamente pelos homens também são freqüentes. O Período do Camelo é o último, em que esse animal é bastante mostrado, sendo ainda hoje o animal doméstico mais utilizado no Saara. No período compreendido entre os anos de 1000 a 1400 d.C., a arte na África, predominantemente na cultura Ife, passa a incorporar em si as novas técnicas de fundição do bronze. Materiais de diversas naturezas passam a ser utilizados conjuntamente, como por exemplo as obras entalhadas em madeira e recobertas com latão (tribo Bakota, no Gabão). As máscaras surgem como novos objetos artísticos, tratando-se de representações antropomórficas das forças sobre-humanas ou divindades que estes povos cultivavam em seu imaginário religioso. Exemplos disso podem ser vistos nestas figuras mostradas aqui. Observou-se também que os artistas africanos geralmente trabalham como especialistas, recebendo treinamentos de artistas já estabelecidos da própria comunidade ou de outras áreas. Em alguns povos antigos, tais como o povo Benin, já citado, existia uma espécie de sistema de corporação organizado que controlava o treinamento dos jovens artistas. Nas proximidades de Yoruba, uma outra tribo localizada no sudoeste da Nigéria, importantes escolas de artistas foram desenvolvidas em centros locais familiares. Freqüentemente a profissão de artista era vista como algo hereditário, com o talento sendo passado de geração em geração. A criatividade e o sucesso da arte estavam relacionados com um dom natural que viria, segundo a tradição, de um ancestral divino. Os lugares de trabalho e os materiais empregados também eram importantes para o artista durante o processo. Freqüentemente eles eram controlados por leis religiosas. Arte Africana Contemporânea Muitas das chamadas artes tradicionais da África estão sendo ainda trabalhadas, entalhadas e usadas dentro de contextos tradicionais. Mas, como em todos os períodos da arte, importantes inovações também têm sido assimiladas, havendo uma coexistência dos estilos e modos de expressão já estabelecidos com essas inovações que surgem. Nos últimos anos, com o desenvolvimento dos transportes e das comunicações dentro do continente, um grande número de formas de arte tem sido disseminadas por entre as diversas culturas africanas. Além das próprias influências africanas, algumas mudanças tem sua origem em outras civilizações. Por exemplo, a arquitetura e as formas islâmicas podem ser vistas hoje e algumas regiões da Nigéria, em Mali, Burkina Faso e Niger. Alguns desenhos e pinturas do leste indiano tem bastante similaridade em suas formas com as esculturas e máscaras de artistas dos povos dibibio e Efik que se estabelecem ao sul da Nigéria. Temas cristãos também tem sido observados nos trabalhos de artistas contemporâneos, principalmente em igrejas e catedrais africanas. Vê-se ainda na África, nos últimos anos, um desenvolvimento de formas e estruturas ocidentais modernas, como bancos, estabelecimentos comerciais e sedes governamentais. Os turistas também tem sido responsáveis por uma nova demanda das artes, particularmente por máscaras decorativas e esculturas africanas feitas de marfim e ébano. O desenvolvimento das escolas de arte e arquitetura em cidades africanas, tem incentivado os artistas a trabalhar com novos meios, tais como cimento, óleo, pedras, alumínio, com uma utilização de diferentes cores e desenhos. Ashira Olatunde da Nigéria e Nicholas Mukomberanwa de Zimbábue estão entre os maiores patrocinadores desse novo tipo de arte na África."


Esquimós
:

www.civilization.ca/cmc/archeo/revista/10/resumo/10-1.htm
http://www.geographicguide.com/arctic.htm www.portalverde.com.br/alimentacao/gorduras/esquimo.htm noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI789515-EI299,00.html www.fapesp.br/agencia/boletim_dentro.php?data[id_materia_boletim]=2451 www.lector.net/phyoct98/esquim.htm www.ansa.it/ansalatinabr/notizie/.../entrevistas/20060221152133832585.html 

Ciganos:
http://www.cm-mirandela.pt/index.php?oid=3907
Não esqueça de citar a expulsão dos ROM, etnia cigana, da França agora nos últimos dois meses: (coloque "ciganos na frança" na google)

http://www.portugues.rfi.fr/africa/20100818-situacao-dos-ciganos-em-franca (para ouvir clique em play)

http://www.ibgf.org.br/index.php?data%5Bid_secao%5D=2&data%5Bid_materia%5D=2326

Lembre-se de especificar que eles vivem em caravanas, recebem dinheiro do governo e são responsáveis por furtos
"...A solidariedade e a compaixão servem para garantirmos condições de vida condignas aqueles que necessitam ajuda. No caso dos ciganos (salvo raras excepções) não trabalham porque não querem, por isso quase sempre vivem de expedientes e do crime. Ajudar esta gente é um crime e um insulto para com aqueles que vivem do seu trabalho. Eu defendo valores humanistas e de solidariedade e de integração, sendo de esquerda, mas não defendo a idiotice de sustentar parasitas. Pensem que vivemos num barco que enquanto uns remam (os que vivem do seu trabalho) os outros ficam de braços cruzados e nada fazem (vivem do trabalho dos outros) ou então remam em sentido contrário (os criminosos)..."
Remadores como estes ciganos, os Romenos podem ficar com eles. Venham antes imigrantes que queiram trabalhar e respeitar as nossas leis e os nossos costumes."
imagens: http://www.google.com/imgres?imgurl=http://gypsies.canalblog.com/images/gitans_7.jpg&imgrefurl=http://www.gypsies.canalblog.com/&usg=__qtJ_74OJzb-HqrHGEPJR_H9LITU=&h=460&w=653&sz=145&hl=en&start=12&zoom=1&itbs=1&tbnid=KNJSRgZcUpkvUM:&tbnh=97&tbnw=138&prev=/images%3Fq%3Dgitans%26hl%3Den%26gbv%3D2%26tbs%3Disch:1 e http://www.google.com/imgres?imgurl=http://gypsies.canalblog.com/images/gitans_7.jpg&imgrefurl=http://www.gypsies.canalblog.com/&usg=__qtJ_74OJzb-HqrHGEPJR_H9LITU=&h=460&w=653&sz=145&hl=en&start=12&zoom=1&itbs=1&tbnid=KNJSRgZcUpkvUM:&tbnh=97&tbnw=138&prev=/images%3Fq%3Dgitans%26hl%3Den%26gbv%3D2%26tbs%3Disch:1

Curdos:

http://www.geocities.com/ibnkhaldoun_2000/curdistao.htm
http://www.almadeviajante.com/viagens/turquia/curdistao.php
http://blog.uncovering.org/archives/2007/10/petroleo_curdo.html
http://pre-vestibular.arteblog.com.br/52298/DIFERENCAS-arabe-curdo-turco-persa-sunita-e-xiita/
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/10/400079.shtml

"O norte do Iraque, região de população majoritariamente curda e parte do virtual Curdistão, esteve sob relativa paz durante grande parte da guerra iniciada com a ocupação do país pela coalizão liderada pelo exército norte-americano em 2003. Em dias recentes, porém, a região, fronteiriça com a Turquia, transformou-se em mais um hot spot iraquiano, assimilando a turbulência - e um pouco da violência - que toma conta do resto do país. Tropas turcas, aliado tradicional dos EUA, aglomeram-se na divisa entre os dois países para frear a ameaça do PKK - o partido nacionalista curdo, considerado ilegal e "terrorista" tanto pela nação otomana quanto pelos norte-americanos -, que ameaça transbordar a seus solos. Os embates entre turcos e separatistas curdos datam de 1984, ano em que o PKK iniciou as suas atividades. Entre 14 e 19 milhões de curdos vivem na Turquia atualmente - muitos descontentes com as políticas de Ancara em relação à etnia, freqüentemente relegada à margem da sociedade no país. As regiões curdas estão entre as mais pobres de um país também majoritariamente pobre - e, além do alto desemprego, a população ainda sofre com a crueldade das intempéries no desértico leste turco, onde tanto invernos como verões são rigorosos. Do outro lado da fronteira, o Curdistão iraquiano conta com um governo autônomo, responsável pela manutenção da segurança na região. O que incomoda Ancara, no entanto, é a conivência das autoridades locais com a presença de 3 mil militantes armados do PKK no norte do Iraque - e a possibilidade de avançarem as atividades guerrilheiras no lado turco. Ancara já concentrou entre 100 e 140 mil homens de seu exército na região, e oficiais dizem que uma ação mais profunda no norte iraquiano pode ser realizada "a qualquer momento". Embora apenas a possibilidade de uma agressão já não agrade aos norte-americanos, por tratar-se de um golpe fatal à custosa estabilidade do Curdistão iraquiano, o fator mais preocupante é a possibilidade de os turcos contarem com um improvável aliado no combate ao PKK: o Irã. Os aiatolás vêem com bons olhos o combate ao PKK, uma vez que a nação persa também possui uma grande população de etnia curda - cerca de 4 milhões. Em tempos recentes, denúncias de que os Estados Unidos têm fomentado movimentos separatistas como maneira de desestabilizar o governo iraniano estão se provando verídicas, e a Teerã pouco interessa o fortalecimento de um nacionalismo curdo interno. Embora a situação dos curdos no Irã seja de relativa estabilidade após o reconhecimento de um "Curdistão iraniano" pelo ex-presidente Mohammed Khatami em 1997 - apesar de certo abalo em 1999, quando manifestantes pró-PKK sofreram imensa repressão ao exigirem liberdade para o líder curdo Abdullah Ocelan, pertencente ao partido nacionalista -, a invasão do Iraque pelas tropas da coalizão trouxe novos ânimos e anseios de autonomia que reverberaram não só no país, mas também nas comunidades curdas de seus países vizinhos. Uma breve experiência de autonomia foi conquistada pelos curdos iranianos no início do século quando, com o apoio da União Soviética, nacionalistas criaram um Estado independente no noroeste iraniano, sob a liderança de Qazi Mohammad. A República de Mahabad durou, no entanto, pouco tempo, sendo reprimida pelo governo do Irã - que, na época, contava com o apoio de norte-americanos preocupados com o avanço das regiões sob a influência no Oriente Médio. A independência na região de Mahabad não atingiu um ano de existência, sofrendo também com o declínio do suporte soviético. Para Teerã, no entanto, o ocorrido assemelha-se ao que poderá acontecer na Turquia caso ações mais drásticas não sejam tomadas, sendo a causa da necessariedade de um apoio às decisões turcas sobre o Curdistão - quaisquer sejam elas. Para os aiatolás, evitar o renascimento de um nacionalismo curdo no Irã é essencial e vital à integridade da Revolução Islâmica. A união de forças entre os dois países, algo previamente inusitado, parece estar próxima. Caso se concretize, será um choque para os Estados Unidos e um reforço aos equívocos das políticas da Casa Branca para o Oriente Médio, responsáveis primárias pelo caos que aumenta a cada instante na região e que iria muito além dos piores pesadelos de Condoleezza Rice e George W. Bush caso o Irã se firme como força essencial à definição do futuro do Iraque. e ainda este outro A história de Azad, um miúdo curdo, tem como cenário o Norte do Iraque, mas podia ter ocorrido na Turquia, na Síria ou no Irão. Divididos entre estes quatro países do Médio Oriente, os 25 a 30 milhões de curdos não possuem um Estado e sofreram historicamente a repressão sempre que manifestaram algum sentimento nacionalista. Talvez no Iraque de Saddam Hussein essa repressão tenha sido mais dura, até porque se seguiu a um período de promessas de fraternidade com a maioria árabe, mas o pai de Azad, o miúdo, está longe de ser o único curdo que se habituou a dormir sempre junto à espingarda. Resistir tornou-se uma forma de vida para este povo de montanheses. O verdadeiro nome de Azad é Hiner Saleem, nascido no Curdistão iraquiano nos anos 60 e exilado desde 1979 na Europa, vivendo entre Itália e França. Este seu A espingarda do meu pai é uma homenagem a essa forma de vida curda, à tradição de resistência do seu povo. É uma história trágica, contada com a simplicidade de um narrador que se assume como uma criança a quem é difícil perceber um quotidiano de perseguições, de bombardeamentos, de ajustes de contas, de pressões policiais, ode desaparecimentos, de assassínios políticos, de exílios forçados. Um quotidiano que Azad não compreendia porque «era ainda um miúdo», expressão-chave que atravessa todo o livro de Hiner Saleem. O cenário do livro é o Norte do Iraque, uma região montanhosa habitada por um povo sem Estado, seguidor do islão sunita e falante de uma língua indo-europeia, mais próxima do português ou do inglês que das línguas turca ou árabe faladas pelos seus vizinhos. Azad vive numa cidade chamada Akré, com os irmãos, a mãe e o pai, Shero Selim Malay, especialista em código morse que goza da confiança pessoal de Moustafa Barzani, pela criança sempre descrito respeitosamente como «o chefe do nosso povo». O irmão mais velho de Azad já não vive na casa familiar. Dilovan, de apenas 18 anos, é um guerrilheiro curdo, um peshmerga, palavra que literalmente significa «aquele que olha de frente para a morte». Estes guerrilheiros, muitos dos quais ainda hoje liderados por um elemento do clã Barzani, fizeram das montanhas o seu refúgio aquando das ofensivas de Saddam e, ironia das ironias, no actual Iraque estão prestes a desempenhar um papel decisivo na definição do futuro político do país. Provavelmente, em troca da sua renúncia a um Estado separado, imporão um projecto de Constituição laica a um país dominado, depois das recentes eleições, pelos religiosos xiitas. Também no Irão, Síria e sobretudo na Turquia a condição dos curdos conhece hoje notáveis melhorias. Em Akré no fim dos anos 60, porém, o quotidiano é marcado pelas ameaças das milícias pró-governo. Um dia a família de Azad é vítima de represálias pelas suas ligações a Barzani. Sete homens são mortos e a casa de Shero Selim Malay destruída. Para escapar à morte, a única solução é procurar refúgio na aldeia de Bilé, junto ao rio Zé, um afluente do Eufrates. É ai que Azad cresce, que aprende a nadar, que começa a ir à escola. São tempos difíceis, com os aviões a bombardearem a aldeia. São tempos de fome. Pela rádio, a família sabe que houve um golpe em Bagdad. Que um homem chamado Saddam Hussein é vice-presidente e se proclama campeão da unidade árabe. A princípio, essa ideologia arabista assusta os curdos, depois afinal Bagdad faz promessas de convivência fraternal. A paz, para felicidade de Azad, impõe-se, se bem que o seu pai mantenha sempre junto a si à noite a velha espingarda Brno, de fabrico checo. Shero Selim Malay também insiste em reconstruir a sua casa como se fosse uma fortaleza. Adivinha afinal o futuro próximo, quando Saddam recupera a tradição de reprimir os curdos. Estes pegam de novo em armas. A família de Azad conhece então os campos de refugiados no Irão. Depois o regresso forçado ao Iraque. Azad, ameaçado de morte, foge por fim do país. «Já deixara de ser um miúdo». Quase ninguém sabe, mas o Iraque desde a invasão do Kuwait, onde foi derrotado por Bush pai, ficou dividido em três pedaços interessantes. O norte ficou criado uma zona protegida pela ONU para que os curdos não sofressem ataques de Saddam. O meio era destinado ao regime ditatorial e o sul, este muito bem protegido pelos Estados Unidos, para que não houvesse mais tentativas de invadir o Kuwait. O mapa do Iraque ficou parecendo um sanduíche americano, pão, carne de segunda e pão. Estas zonas eram vigiadas diuturnamente pelos satélites americanos que espiavam a movimentação de tropas ou movimentação comercial, proibida pelas Nações Unidas com o embargo. Restavam ao Iraque às fronteiras com o Irã, inimigo mortal, Jordânia e Síria. Saddam teria ainda uma pequena faixa portuária divida entre o Kuwait e o Irã, onde está a destruída cidade de Basra, primeiro alvo americano e muito vigiada pelos aliados de Bush. No norte iraquiano, vivia escondido nas montanhas frias um povo tão antigo quanto os outros que compõem o mundo árabe, os Curdos. Por sua própria história, este povo sempre foi incentivado a lutar pelos seus objetivos, afinal, Saladino, o mais célebre curdo, invadiu e conquistou Jerusalém. Os curdos do norte iraquiano possuem hoje preocupações de sobra com esta guerra, que por um lado seria vista como uma salvação para seu problema mor, Saddam e por outro, mais uma séria complicação, que é a criação de uma nova guerra, desta vez com a Turquia. Os curdos representam hoje 18% da população turca e são inimigos. O regime central turco, embora declare inimizade aos curdos, não querem que eles saiam do país, pois teme a formação de um estado novo, o Curdiquistão. A soma de curdos espalhados na região soma mais de 30 milhões. Só no Iraque, são cinco milhões deles. Esta história sombria criada pela Turquia que seu inimigo é melhor em casa do que junto aos outros é no mínimo intrigante. Os miseráveis curdos apanham de todos os lados. De Saddam receberam uma carga monstruosa de gás mostarda que dizimou cerca de 200 mil deles; da Turquia, recebem um tratamento desumano onde são citados cenas de saques, seqüestros e estupros; do Irã, não recebem tratamento diferenciado, pois são considerados iraquianos. Resta-nos o refúgio para a Armênia ou Azerbaijão, mas o problema para quem opta rumar até estas nações, é passar pela Turquia ou pelo Irã. As fronteiras dos dois países são fortemente vigiadas e qualquer invasor tem como visto, uma rajada de fuzis. A Turquia não permitiu que os Estados Unidos usassem seu território para abrir uma frente de ataque pelo norte do Iraque justamente por temer perder o controle na região entre os dois países. O medo maior é que num Iraque pós Saddam Hussein, os curdos proclamem um Estado independente, insuflando seus irmãos em território turco a aderir. A inexistência da frente norte é considerada o ponto mais frágil da estratégia americana. Se a situação já está ruim, poderia piorar muito mais se a Turquia, invocando razões de segurança nacional, descesse a tropa e os curdos reagissem à bala, como prometem fazer. Uma segunda guerra, mesmo que localizada, criaria enormes complicações para os Estados Unidos. Os curdos vivem hoje como uma etnia minoritária entre a maioria árabe do Oriente Médio, mas suas raízes na região são muito remotas; são descendentes diretos das tribos indo-européias que chegaram a antiga Mesopotâmia na pré-história da civilização. Converteu-se ao Islã, na fase de expansão maometana, mas mantiveram a identidade própria. O grande sonho, não só de Saddam, como de todos os outros líderes árabes, é emular Saladino, o que deixa os curdos numa situação ainda mais grave perante a comunidade islâmica. Eles constituem hoje o maior povo sem pátria do planeta. Tiveram que fazer alianças com os Estados Unidos para combater o poder central iraquiano e destas alianças, os curdos também aceitaram as imposições americanas de comandar o Iraque por um período indeterminado. Pelo menos por enquanto este casamento está a mil maravilhas, mas não sabemos se esta lua-de-mel vai durar muito. Segundo os falcões americanos, após o cessar fogo, seria constituído um Estado sob o regime de República Federativa, o que garantiria sua autonomia. Neste capítulo importante da novela de guerra, um dos papéis principais ficou com a Turquia. Ela negou sua rota terrestre para os americanos e ainda recebeu U$ um bilhão, somente pelo uso do espaço aéreo e ainda está diretamente envolvida nas questões concernentes ao povo curdo. A Turquia é acusada de atrocidades iguais ou piores, desferidas contra o povo curdo. Já colocaram tanques contra civis e ainda são acusados de torturas violentas e estupros. A Turquia foi inclusive, menos tolerante com a cultura e língua turca do que os iraquianos aliados de Saddam. Quem é Abdula Ocalam? Um personagem muito conhecido do mundo árabe e nada conhecido entre nós, mas esta figura que se encontra preso numa ilha presídio feito exclusivamente para abrigá-lo. Líder separatista, Abdula é considerado herói para os curdos e sofreu na pele uma caçada internacional para detê-lo e calá-lo. Sua sentença foi proferida pela Turquia, comutada pela pressão da União Européia. A Turquia já deixou claro que se acha no direito de intervir no norte do Iraque, caso haja um fluxo desordenado de fugitivos para seu território ou para impedir represálias aos turcomanos (uma minoria dentro da minoria), e acima de tudo, para cortar pela raiz qualquer aspiração de liberdade territorial. Aí estão todos os personagens desta história que poderá virar mais uma novela de guerra. Estes personagens, inclusive os curdos e os turcos, se não sentarem para discutirem seus papéis no futuro da região, veremos num futuro próximo, capítulos iguais aos da novela Palestina – Israel, e o mundo estarão mais uma vez diante de um conflito que parece nunca ter fim."

Árabes:

http://www.opep.8k.com/historia.htm e aqui, http://pt.wikipedia.org/wiki/Organiza%C3%A7%C3%A3o_dos_Pa%C3%ADses_Exportadores_de_Petr%C3%B3leo

sobre a guerra na libia: http://g1.globo.com/revolta-arabe/noticia/2011/02/entenda-crise-na-libia.html

revoltas e a primavera árabe http://g1.globo.com/revolta-arabe/

religião: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/islamismo/islamismo1.php

sunitasx chiitas http://www.brasilescola.com/historiag/xiitas-x-sunitas.htm

diferentes povos oriente médio:
http://pre-vestibular.arteblog.com.br/52298/DIFERENCAS-arabe-curdo-turco-persa-sunita-e-xiita/












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