Fotos da Brit-Milá:


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Vocabulário:

Brit-milá: aliança da circuncisão entre D.eus e o povo judeu (Abraão, para ser mais preciso, e seus descendentes) também chama-se Aliança da palavra. Para entender este conceito, clique aqui Brit milá (em hebraico: ברית מילה, literalmente "aliança da circuncisão"), também chamado de bris milá (na pronúncia asquenazi) é o nome dado à cerimônia religiosa dentro do judaísmo na qual o prepúcio dos recém-nascidos é cortado ao oitavo dia como símbolo da aliança entre Deus e o povo de Israel.Também é nesta cerimônia que o menino recebe seu nome. Costuma-se realizar o brit em um café da manhã festivo.

Kissê Eliahu:
a cadeira do profeta Eliahu. Reza a lenda que ele sempre vem em todas as britot e aquela grande cadeira que tem na sinagoga é a dele

Mohel: aquele que é responsável por efetuar a remoção do prepúcio

Sandak:
senta-se na cadeira e segura o bebê durante a brit-milá, é distribui bençãos a todos os presentes. É um lugar de honra, e dizem que o bebê será parecido com ele

Chazan: o cantor, que organiza e leva adiante os cântigos e as bençãos

Kvater: o casal de honra que passa o bebê das mãos da mãe para as mãos do pai, e é abençoado com filhos. Convida-se geralmente um casal recém-casado ou que não tem filhos para abeçoá-lo


Esta foi a Brit-milá de Ron Aharon, com a presença de grandes personalidades! O Rav Zini, doutor em matemática pelo Technión, e Rav da kehilá se superou no discurso mais longo para uma brit nos últimos meses. Até a Marie foi falar com ele. O rav Shechter que nos casou foi o Sandak, aquele que segura o bebê nos joelhos enquanto efetua-se a circuncisão propriamente dita, o Rav Yehoiadá, chazan (cantor) da sinagoga e todos os amigos e família. As irmãs da Orit, Keren e Alona seus pais Irena e Michael e sua avó, agora bisavó, e seus tios Doron e Haia. O Rav Ladwin, também médico e também mohel (que executa a circuncisão) assegurou parte do show, e todos os alunos da Yeshivá coroaram de sucesso a Brit-milá de Ron Aharon.

Jane e David, seu esposo, partiparam passando o bebê dos braços da mãe para os do pai, que o leva em seguida ao sandak.

Estiveram todos os Brasileiros bacanas de Haifa - se você é um deles, carregue sua foto aqui no link abaixo.

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Textos tirados do site do chabad.org.br
Por Aaron Moss – em algemeiner.com

O brit é um símbolo físico do relacionamento entre D’us e o povo judeu. É um lembrete constante daquilo que a missão judaica acarreta (um lembrete de que os homens precisam mais que as mulheres). Vejamos alguns detalhes:

Se D’us deseja a circuncisão, por que não nascemos circuncidados?
D’us criou o mundo imperfeito, e nos deu a missão de aperfeiçoá-lo. D’us criou o trigo, os seres humanos fazem o pão. D’us criou a selva, os seres humanos criaram a civilização. A matéria prima nos é dada, e devemos usar nossa engenhosidade para melhorar o mundo onde nascemos. Isso é simbolizado pelo brit – nascemos incircuncidados, e cabe a nós “terminar o trabalho”. Isso também é verdadeiro metaforicamente. Todos nós temos instintos e tendências naturais que são inatos, mas precisam ser refinados. “Eu nasci dessa maneira” não desculpa o comportamento imoral – devemos podar os traços negativos, não importa o quanto sejam inatos.

Por que D’us escolheria a circuncisão para representar algo sagrado?
A espiritualidade judaica torna o mundo físico sagrado. Nossa maneira de comer, dormir, trabalhar e procriar deve ser imbuída com a mesma santidade com a qual rezamos; nossos lares devem ser tão santificados quanto nossas sinagogas. Encontramos D’us na terra assim como (e talvez mais) que nos céus. Portanto colocamos um sinal no órgão mais físico e potencialmente mais baixo, para dizer que ele pode e deve ser usado de maneira sagrada. Na verdade, é na sexualidade que podemos tocar a parte mais profunda da nossa alma, quando a abordamos com santidade.

Por que circuncidar um bebê? A declaração não seria mais poderosa se fosse feita por um adulto amadurecido?
A circuncisão é realizada quando a criança ainda não tem consciência do que está acontecendo. Isso porque a conexão judaica com D’us é intrínseca – se nossas mentes acreditam ou não em D’us, se nossos corações amam ou não a D’us, nossas almas conhecem a D’us. Nós podemos entrar no pacto com D’us mesmo sem estarmos cônscios d’Ele, porque subconscientemente nós já O conhecemos.

Por que especificamente no oitavo dia?
O número sete representa a natureza – sete dias da semana, sete cores do arco-íris, sete notas musicais; o número oito é o número que sobrepuja sete, e assim representa o miraculoso, que está além da natureza.

Fazemos o brit no oitavo dia porque o povo judeu sobrevive de milagres. Nossa história desafia as leis da natureza. Recepcionamos um novo menino judeu a esta miraculosa existência no oitavo dia de sua vida, como para expressar: “Espere milagres!”

Porque a Brit-milá é executada no oitavo dia?

O fato de o Brit Milá ser realizado no oitavo dia de nascimento do menino sugere a idéia da eterna continuidade judaica.

Na Torá, todas as referências aos números têm grande significado. Por exemplo, o número seis representa o mundo físico que tem quatro direções (norte, sul, leste e oeste) além de acima e abaixo. Os seus dias da Criação, os seis dias da semana de trabalho, também aludem ao mundo físico.

O sete adiciona um elemento espiritual ao físico. O sétimo dia, o Shabat, acrescenta espiritualidade a nossa vida, embora esteja ainda dentro do âmbito do mundo físico. Por outro lado, oito transcende totalmente o físico. Por exemplo, o milagres de oito dias de Chanucá está além da natureza, superando as restrições físicas das leis e padrões naturais. O oito representa uma dimensão mais elevada da realidade.

A garantia de D’us de que os filhos de Avraham sobreviveriam para sempre como nação desafia as leis da natureza. A história tem provado mais de uma vez que as nações mais poderosas da terra terminam por se extinguir, como por exemplo os egípcios, gregos e romanos. Porém os judeus, um povo numericamente insignificante, ainda está aqui, vivo e bem.

O Brit Milá, realizado no oitavo dia, nos lembra que a sobrevivência judaica não é um fenômeno natural, mas sim sobrenatural. A sobrevivência judaica desafia as leis da natureza. Isso explica por que a marca da circuncisão é feita no órgão reprodutor – isso simboliza a idéia de que a semente do povo judeu jamais será destruída.

Além disso, o Brit Milá é feito especificamente no local identificado com nossos maiores desejos físicos, possibilitando-nos assim elevar-nos acima das exigências de nosso corpo


Artigo da revista Morashá - Edição 33 - Junho de 2001

O nascimento de uma criança é uma experiência emocional para todos que dela participam. É um verdadeiro milagre que se reproduz a cada nascimento e transforma a vida dos pais. Edição 33 - Junho de 2001 É um dos instantes singulares no qual se tem consciência da grandiosidade Divina. E a mãe, que passou 40 semanas apreensiva, enfrentando o desconforto do final da gravidez, esquece todas as dores, vivenciando apenas essa experiência única. Esse milagre, obra do poder de D’us, está presente no relato da Bíblia sobre a imensa alegria de Eva após ter dado à luz seu primeiro filho. Ao segurar em seus braços “carne de sua própria carne”, sente uma alegria que jamais sentira e percebe que D’us participou nesse processo de criação. Um midrash explica que há três parceiros no nascimento de uma criança: o pai, a mãe e D’us. O pai é o responsável pela matéria branca, como os ossos, cavidades, unhas, cérebro e a parte branca dos olhos. A mãe é quem dá a matéria vermelha, que forma a carne, o cabelo, o sangue, a pele e a parte escura dos olhos. D’us oferece o espírito, o hálito, a beleza dos traços, a capacidade de ver, ouvir, pensar, falar e andar. Desde os primórdios do judaísmo as crianças são consideradas algo precioso, que deve ser protegido, merecedor de tempo e energia. Esta visão não era comum nas civilizações antigas. Estudos arqueológicos e documentos antigos revelam que o infanticídio era aceito como forma mais efetiva de controle de natalidade, tanto na antiga Grécia quanto em Roma. Recém-nascidos eram abandonados nas ruas e nos campos. Para o judaísmo, as crianças são os depositários de nossa tradição milenar, a garantia da continuidade do povo judeu. Sem nossos filhos não há judaísmo e é dever dos pais cuidar deles e protegê-los física e espiritualmente. As tradições para se receber e proteger a criança variam de comunidade a comunidade e de época a época. Nos tempos bíblicos, em Israel, era costume celebrar o nascimento plantando uma árvore – cedro para homens e pinheiro para mulheres. A criança iria crescer assim como a árvore. No dia do casamento, os pais dos noivos construíam com estas árvores o aposento nupcial. Em algumas comunidades, são colocados perto da cabeça do bebê livros com os Salmos de David, para protegê-lo. Em outras, fitas vermelhas ou pedras azuis utilizadas para evitar o ayn raá – mau olhado. Os meses que antecedem o nascimento são cheios de feliz expectativa. Os pais estão ansiosos para que tudo esteja pronto para receber seu filho. Mas, apesar da ansiedade, alguns casais têm o costume de adiar os preparativos até o bebê nascer. Algumas diferenças marcam as tradições do brit milá nas diversas comunidades sefaradim. Na comunidade síria, por exemplo, costuma-se fazer na noite que antecede o brit uma reunião religiosa festiva chamada Shadd-il-Asse. Os convidados – parentes, amigos e rabinos – lêem em aramaico trechos do Zohar visando a proteção do recém-nascido. Segundo os ensinamentos cabalísticos, um menino passa a ser judeu “por completo” somente após o brit, quando se torna parte da Aliança de D’us com o povo judeu, através de Abrahão. Assim que a leitura termina, são cantadas músicas típicas sefaradim, enquanto são servidos doces e refrescos. O brit milá é realizado, em geral, logo cedo pela manhã. A avó costuma ser a madrinha e entregar o bebê a alguém a quem se queira homenagear. Em seguida, o bebê passa para os braços do irmão mais velho (ou de outro membro da família), que terá a honra de colocar a criança sobre a almofada ou a cadeira de Eliahu Hanavi. Na comunidade síria não há cadeira especial para Eliahu Hanavi, mas sim um parochet – tecido que cobre a arca para a cerimônia – especial no qual está inscrito o nome do profeta. Este é colocado em uma cadeira que simboliza a de Eliahu e na qual ninguém se senta.
Geralmente o sandak – padrinho do primeiro filho varão de um casal é o avô paterno; e, do segundo, o materno, e assim por diante. Pela tradição da maioria dos sefaradim os nomes são dados em homenagem aos pais vivos, da mesma forma como era feito desde o período Mishnaico até a Idade Média. A ordem de prioridade é a seguinte: o primeiro filho homem recebe o nome do avô paterno e o segundo, do avô materno. Procede-se da mesma forma com as meninas, que recebem os nomes de suas avós. A comunidade síria segue até hoje este costume. Algumas vezes os pais escolhem nomes de outros membros da família a quem querem homenagear. Significado da circuncisão De acordo a Aliança Sagrada selada entre D’us e Abrão, há 3.700 anos, se o bebê for do sexo masculino, deve ser feito o brit milá, um evento que movimenta toda a família. Mas o que significa brit milá? Em hebraico, brit (bris, na pronúncia ídiche) significa “pacto” e milá, circuncisão. D’us ordenou a Abrãao o seguinte mandamento: “E vós sereis circuncidados na carne de vosso prepúcio. E será o símbolo de uma aliança entre Mim e vós...” (Gênese, 17:11). “E vós mantereis Minha aliança, vós e todos os vossos descendentes, por todas as gerações” (Gênese, 17:9-12). Desde então, os meninos de todas as nossas gerações são circuncidados no oitavo dia após o nascimento – e nunca antes. A circuncisão simboliza o elo do novo filho do povo judeu com o seu passado, bem como sua lealdade com o seu legado futuro. Durante o ritual, são feitas preces que expressam a gratidão dos pais e pedem a bênção divina para o recém-nascido. Nesse momento, a criança recebe seu nome hebraico. É o mandamento mais respeitado e observado em toda a história e a tradição judaica, seguido fielmente geração após geração, até mesmo durante períodos de perseguição religiosa. Todos aqueles que tentaram eliminar o judaísmo tentaram, sem sucesso, abolir a circuncisão. Quando os selêucidas governavam a Terra de Israel, o rei Antíoco IV determinou que a prática da circuncisão fosse punida com pena de morte. Mesmo diante do risco de vida, os judeus não se submeteram a essa proibição. Após a destruição do Segundo Templo, o imperador romano Adriano também proibiu a circuncisão. Mais uma vez os judeus arriscaram suas vidas pelo direito de continuar a respeitar suas leis. No século V, na Espanha, o rei Sisibut ordenou aos judeus aceitar o batismo no lugar da circuncisão, pois assim teriam seus direitos assegurados. A resposta dos judeus foi taxativa: “A lei da circuncisão é a raiz da nossa religião... Mesmo sob pena de morte não abandonaremos nenhuma de nossas leis, essa em especial”. O brit milá é feito no oitavo dia mesmo se este cair no Shabat ou em Yom Kipur. A cerimônia só pode ser adiada no caso de a criança estar doente ou abaixo do peso determinado pelas leis da halachá. O ritual começa com uma declaração do pai de sua intenção de cumprir esta mitzvá. O bebê é trazido sobre uma almofada por uma das avós ou pela madrinha, sendo colocado por alguns momentos na cadeira destinada ao profeta Eliahu que, segundo a tradição, está presente durante toda a cerimônia. Denominado em referências bíblicas de “o anjo do pacto” e o protetor das crianças, Eliahu lutou no século X antes da era comum contra os soberanos do Reino de Israel – o rei Ahab e a rainha Jezebel, que haviam introduzido o culto a Ba’al, abandonando a Aliança com o Eterno, ou seja, a circuncisão. De acordo com a tradição, D’us recompensou o zelo de Eliahu determinando que nenhum brit milá ocorreria sem a sua presença. Sentado, Eliahu Ha-Navi observaria o cumprimento da Aliança. Em seguida, a criança é colocada sobre os joelhos do sandak, que a segura durante a circuncisão, feita por um mohel – geralmente um rabino que recebeu um treinamento médico e religioso para realizar o procedimento. Nos tempos bíblicos era o próprio pai quem circuncidava o seu filho. Ser escolhido como sandak é uma grande honra. Em geral, escolhe-se o mais velho ou o mais respeitado membro da família, freqüentemente, o avô paterno ou materno. Como vimos no texto acima, em algumas comunidades o avô paterno é sandak do primeiro filho de um casal e o materno, do segundo. No fim da cerimônia dá-se o nome em hebraico para a criança. Após o brit milá costuma-se realizar uma cerimônia festiva chamada seudat mitzvá. Nome, a essência da alma A palavra alma em hebraico, neshamá, é composta de quatro letras. Ao soletrar-se as duas letras do meio, surgirá a palavra shem, que significa “nome”. Diz a tradição judaica que o nome de uma pessoa é a essência de sua alma. Está escrito que quando os pais escolhem um nome para o seu bebê são abençoados com inspiração divina. O nome não é apenas descritivo, é também profético. “Ele é como seu nome” (Samuel 25:25). O costume de não divulgar o nome da criança até a circuncisão ou a cerimônia de atribuição do nome tem origem em um conceito talmúdico.Os meninos são nomeados durante a cerimônia de brit milá. As meninas recebem o nome hebraico na sinagoga, durante o primeiro Shabat que segue o seu nascimento. O pai é chamado para uma aliá à Torá e o mesader anuncia o Avi Habá. Em seguida, a congregação canta Pizmonim Lezeved Habat. O rabino lê a berachá, a misheberach e o nome da menina é dado com Bemazal tov ubisheat berachá. É uma reza com votos para que os pais tenham muitas alegrias com essa filha, que a vejam casada e mãe de filhos. É costume na comunidade judaica ter um nome civil e um hebraico. Somos conhecidos na comunidade pelos nomes hebraicos e os usamos em cerimônias religiosas como barmitzvá, batmitzvá e ao recitar as preces na sinagoga ou sob a chupá, entre outras. Os homens o utilizam também quando são chamados à Torá e durante outros eventos. Há duas tradições diferentes para guiar os pais em sua decisão de escolher os nomes de seus filhos. Os ashquenazim não costumam dar nome a uma criança em homenagem a um parente vivo. Os sefaradim, por sua vez, honram aqueles que mais respeitam e admiram, dando seu nome em vida ao recém-nascido. É interessante notar que os judeus nem sempre tiveram sobrenomes. Estes não eram necessários quando viviam em cidades pequenas e quase não tinham contatos fora da comunidade. Uma pessoa poderia ser chamada a vida inteira de Chaim Ben Moshe e nunca precisar de sobrenome. Ou seu nome poderia ser Chaim, o padeiro, se essa fosse sua profissão. Há aproximadamente 200 anos os países europeus começaram a exigir que os judeus tivessem sobrenomes e os registrassem. Freqüentemente os judeus criavam seus sobrenomes baseados em sua profissão ou no nome da cidade ou país de onde provinham. O nome Weber significa em alemão, tecelão, e o nome Brodsky significa “filho de Brod”, uma cidade polonesa. Alguns nomes se originam em características pessoais, como Gross, Weiss e Schwartz (grande, branco e preto). Estes nomes logo criaram raízes e foram transmitidos de geração em geração.  




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